África

09/04/2012 19:04

 

 

A África é um continente conhecido pela sua grave situação de pobreza e subdesenvolvimento. Esta área do globo foi extremamente explorada na época em que os seus países eram colônias das até então potências mundiais.

Na época do capitalismo comercial, as atenções eram totalmente voltadas para a América; porém, isso não fez da África uma região esquecida. Muito pelo contrário : as relações comerciais e a influência sobre o continente continuaram.  Na segunda metade do século XIX, em razão da necessidade de mercado consumidor – criada pela Revolução Industrial – a Europa se voltou novamente para a África e a Ásia, impondo o neocolonialismo.

A disputa pelos territórios da África e da Ásia desencadeou a Primeira Guerra Mundial, da qual a Europa saiu em frangalhos. Houve a crise pós-guerra, que acabou afetando não só os países europeus como as suas colônias, o que resultou em uma série de movimentos e protestos contra a metrópole, os quais foram reprimidos com ostilidade. Esses protestos deram forças ao sentimento nacionalista das colônias e o seu desejo pela independência.

Eclodiu a Segunda Guerra Mundial. A Europa declinou completamente e isso fez aumentar o nacionalismo e o desejo da independência. Sem forças para impedir os movimentos pela independência, muitas metrópoles acabaram cedendo.

A descolonização do continente não foi um processo homogêneo, ocorrendo de duas maneiras: a pacífica e a violenta.

No caso da via pacífica, a independência da colônia era realizada progressivamente pela metrópole, com a concessão da autonomia político-administrativa, mantendo-se o controle econômico do novo país, criando, dessa forma, um novo tipo de dependência.

As independências que ocorreram pela via da violência resultaram da intransigência das metrópoles em conceder a autonomia às colônias. Surgiam as lutas de emancipação, geralmente vinculadas ao socialismo, que levaram a cabo as independências.

Nos anos 50 ocorreram os primeiros movimentos pela independência e foi aí que a maioria das colônias conseguiu a sua independência. Esta descolonização apressada teve consequências negativas não esperadas pelas populações, pois a partilha territorial dos vastos Estados não tinha em conta a presença de etnias e tribos muito diferentes nas mesmas áreas geográficas, que entravam imediatamente em guerra. Com a falta de experiência de uma classe dirigente africana e de estruturas politicas democráticas, formam-se regimes ditatoriais, guiados pelas tribos mais fortes. As guerras arrastaram-se por muitos anos, continuando nalguns casos ainda a durar, como no Uganda, Somália, Burundi e Ruanda. Na África do Sul (após o Apartheid), no Botswana ou no Quénia, aparentemente atingiu-se uma estabilidade com a proposta de novos equilíbrios sociais e um desenvolvimento duradouro.

Terminada a Segunda Guerra Mundial, Estados Unidos e União Soviética passaram a liderar os dois grandes blocos, capitalista e comunista. Dentro do contexto da Guerra Fria, buscaram a expansão de suas áreas de influência. Nesse sentido, passam a ver nos movimentos de independência a possibilidade de ampliar sua influência política nas novas nações.

Graças às heranças do colonialismo, a África é hoje um continente super frágil e dependente (salva a exceção de alguns países), fazendo parte do mundo subdesenvolvido. Suas indústrias são pouco desenvolvidas, bem como a sua economia frágil, sua mão de obra pouco qualificada, além de outros fatores como condições climáticas de extrema aridez ou umidade, pobreza dos solos, técnicas tradicionais, má administração, etc.

INDUSTRIALIZAÇÃO

Industrialização tardia e incompleta : setor industrial, de modo geral, pouco diversificado, incapaz de sustentar um desenvolvimento econômico autônomo.  Exceções:
- Egito;
-África do Sul;
 As nações africanas permanecem como simples exportadoras de matérias-primas e compram os produtos industrializados de países mais desenvolvidos  : dependência econômica africana . As indústrias existentes na África são transnacionais e de pequena elite, altamente controladora de lucros : “o povo trabalha muito e ganha pouco” .
O setor que mais se destaca é o ligado à mineração. Mesmo a grande variedade de matérias-primas, sobretudo minerais, que poderia ser utilizada para promover a indústria africana, é destinada basicamente ao mercado externo.
Atuando nesse panorama, as modestas indústrias africanas dedicam-se, em geral, ao beneficiamento de matérias-primas, como madeiras, óleos comestíveis, açúcar e algodão, ou ao beneficiamento de minérios para exportação. As poucas cidades que apresentam algumas indústrias estão quase sempre no litoral.

As indústrias têxteis e alimentícias, voltadas para o mercado interno, encontram-se em todos os países do continente, enquanto na África do Sul, no Egito e na República Democrática do Congo estão instaladas as principais indústrias de base (siderúrgicas, metalúrgicas, usinas hidrelétricas etc.). Essa circunstância justifica o fato de a África do Sul e o Egito serem os países mais industrializados do continente.

O sistema de transportes, bastante precário, constitui um entrave ao desenvolvimento industrial. A África ainda não possui uma rede rodoviária e ferroviária que interligue eficazmente suas regiões.

Obstáculos à industrialização no Continente Africano : escassez de capital  , as nações africanas são obrigadas a recorrer a empréstimos internacionais, elevando suas dívidas externas .

    Remessa de lucros : as transnacionais estabelecidas na África remetem os lucros para seus países de origem .

  Escassez de mão –de-obra qualificada : a baixa qualificação dos trabalhadores africanos desestimula a instalação de indústrias modernas no continente.

    Mercado interno restrito : grande parte da população africana ainda reside na zona rural e tem baixíssimo poder de compra. Guerras civis : as guerras abalam economias e populações em diversos países da África .

    Integração econômica da África :  a áfrica tem potencial econômico, com riquezas no subsolo (recursos naturais) . Algumas tentativas políticas têm sido realizadas para promover a unidade e a prosperidade econômica do continente. SADC (Comunidade de Desenvolvimento da África Austral)  : maior bloco comercial da África, um dos maiores desafios é colocar em prática um protocolo sobre a livre circulação de pessoas e produtos.

PRINCIPAIS PAÍSES INDUSTRIAIZADOS

África do Sul

A economia sul-africana está ligada à prestação de serviços, indústria, além dos setores primários, como o extrativismo mineral e a produção agropecuária. Cidade do Cabo e Johannesburgo são os principais centros urbanos e consequentemente promovem a concentração das indústrias, abrigando empresas que atuam nos setores de produção de veículos, locomotivas, incluindo ainda a metalurgia e a petroquímica.

 

EGITO

 

Apesar do pouco desenvolvimento econômico perante as demais nações africanas, o Egito figura como segunda economia do continente, superado somente pela África do Sul.O país se destaca na produção de artigos têxteis e alimentícios, outros importantes setores industriais estão ligados à indústria siderúrgica, cimento e petroquímico.

 

O parque industrial do Egito se encontra aglomerado na região metropolitana da capital do país, outras áreas que detém parque industrial estão próximas da cidade de Alexandria, zona do Canal de Suez e Assua, no qual o principal produto é o fertilizante