Grécia Antiga

Os primeiros gregos

  • Cretenses/Minoicos - Transformaram a ilha de Creta em um grande entreposto das rotas marítimas que ligavam o Oriente e o Ocidente. A participação política, no entanto, era dominada pelos donos das terras. Sua religiosidade era baseada no matriarcado
  • Micênicos - Surgiram através de um povo aqueu oriundo do vale do Peloponeso. Dominaram a Grécia continental durante cinco ou seis séculos. Desenvolveram algum tipo de burocracia, construíram grandes edificações e dominaram a técninca de produção de artefatos de ouro.
  • Dóricos - Povo formado por muitas facções de piratas e pequenos grupos de colonizadores. Seus constantes ataques à Grécia continental geraram o colapso das atividades comerciais e da organização política centralizada, além do esvaziamento de diversos povoamentos urbanos e do quase desaparecimento da escrita. O comércio passou a se limitar às trocas de mercadorias.

  Período Homérico (século XII a VIII a.C.)

Economia baseada na agricultura e atividade pastoril. Propriedade comunitária. Houve a retomada da escrita (adaptando o alfabeto fenícios). A população estava distribuída em genos, comunidades construídas com famílias de mesmo ancestral e que eram comandadas por um pater. A sociedade como um todo estava dividida em: nobreza; demiurgos - trabalhadores livres; e thetas ( trabalhadores braçais). 
O final deste período foi caracterizado por um grande crescimento demográfico e pela consequente falta de terras férteis. Isso provocou a desagregação de pequenas comunidades, enquanto os genos mais poderosos se aliavam.
As terras foram desigualmente divididas, tornando a maioria da população marginalizada e sem terras. O poder do pater-família foi substituído por uma nova e poderosa aristocracia rural - a eupátrida. Surgiram os georgois - pequenos camponeses.
Os genos se ampliaram, dando origem às frátrias e, posteriormente, às tribos.
 

Período Arcaico (século VIII a V a.C)

Caracterizado pelo fortalecimento da aristocracia, que baseava seu poder no prestígio de sua origem, considerada divina, e pela posse de grandes propriedades de terras - os oikos, unidades socieconômicas autossuficientes.
À medida que a população crescia, a produção das comunidades tornava-se insuficiente, o que fez com que os gregos fundassem colônias na orla do Mediterrâneo.
As trocas comerciais intensificaram-se e as unidades autossuficientes deram lugar às cidades-estado ou póleis - divididas em Acrópole (centro religioso), Ágora (local central onde localizavam-se os edifícios públicos, o mercado e a praça de reunião dos cidadãos) e o território rural.
Os eupátridas monopolizaram as decisões sobre os assuntos coletivos. O grande número de escravos e de cidadãos livres sem terras ou direitos políticos causaram constantes conflitos sociais nas póleis. O contigente de escravos foi ampliado com a escravidão de pequenos proprietários que não conseguiam pagar suas dívidas.
Houve, então, um movimento de emigração para a Ásia Menor, para o litoral da Sicília e norte da África, onde foram fundadas colônias. Contudo, a concentração de terras voltou a ocorrer, gerando graves crises sociais.
O processo de colonização também propiciou o desenvolvimento de um grupo social formado por ricos mercadores e armadores que, em pouco tempo, passou a lutar pelos seus direitos políticos. Em Atenas, as disputas políticas resultaram na extensão da cidadania. Já em Esparta, o exercício do poder permaneceu restrito aos proprietários de terras.

 

Período Clássico (século V a IV a.C)

Caracterizado como o momento em que a sociedade grega empreendeu suas mais significativas realizações políticas, econômicas e culturais. Por outro lado, tivémos as lutas pela extensão das fronteiras, tendo os persas como principais inimigos. Tais conflitos ficaram conhecidos como Guerras Médicas, culminandi na vitória grega após a união entre os helenos sob liderança de Atenas - conhecida como Liga de Delos.
Após este período conturbado, tivémos ainda o confronto entre Atenas e Esparta, conhecido como Guerra do Peloponeso. Tudo começou com um conflito comercial e marítimo entre Atenas e Corinto, aliada espartana.
Ainda no início, Atenas foi assolada por uma peste que matou grande parte de sua população. Por fim, Esparta venceu a guerra. No entanto, as póleis gregas encontravam-se totalmente desgastadas, facilitando sua conquista pelas tropas de Felipe da Macedônia. Seu filho, Alexandre, estendeu o domínio a todo o território grego, além da Pérsia, Mesopotâmia e Egito, marcando o fim do Período Clássico.
 

Período Helenístico (338-30 a.C)

Marcado pelas conquistas de Alexandre Magno, da Macedônia. Dominou os gregos, persas, sírios, egípcios e indianos. Foi proclamado rei da Ásia e sucessor da Dinastia Persa. Após sua morte, em 323 a.C., seu gigantesco império foi dividido entre seus generais.
No entanto, enfraquecidos por vários conflitos, os povos grego e macedônico não resistiram ao crescente domínio de Roma.