Época do Café
O cafeeiro não é uma planta brasileira. Ele tem origem africana.
Em 1727, o café foi introduzido no Brasil, oriundo da Guiana Francesa. Inicialmente, não possuía valor comercial. Somente do final do século XVIII, com maior busca, ou seja, maior consumo, é que a produção começa a se expandir.
No começo do Segundo Reinado, o café já havia tomado o posto de principal produto da economia brasileira. O café obteve tal sucesso porque o Brasil possuía terras em abundância, bem como condições climáticas favoráveis, mão de obra e grande demanda.
As condições favoráveis para o cultivo do cafeeiro foram encontradas no Centro-Sul do país (Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais e Espírito Santo).
Primeiramente, a produção cafeeira era concentrada em uma parte do Centro-Sul que ocupava parcelas do Rio de Janeiro e São Paulo. Esta área ficou conhecida como Vale do Paraíba. Além de condições extremamente favoráveis, o local situava-se próximo ao mar, o que facilitava o escoamento dos produtos.
Porém, por volta de 1860, o Vale do Paraíba se mostrava em decadência. O solo estava desgastado, o desmatamento era intenso e não havia técnicas para evitar a erosão do solo. Como resultado, as lavouras de café foram instaladas em um novo local, de nome Oeste Paulista, cuja localização é de se adivinhar. A transferência do local de produção fez de São Paulo a área mais rica e dinâmica do país.
Na primeira fase da expansão cafeeira (Vale do Paraíba), havia pouca tecnologia e a mão de obra era a escrava (a maioria dos escravos foi trazida da África).
Já na segunda fase da expansão cafeeira (Oeste Paulista), a mão de obr, apesar de possuir grande predominância da escrava, passou a ser a do imigrante. Graças às campanhas pelaa abolição da escravidão e ao período conturbado da Europa, muitos estrangeiros vieram para o Brasil em busca de trabalho.
Com a riqueza produzida pelo café, os fazendeiros acabaram por enriquecer. Assim, os novos "barões do café", como eram chamados, passaram a investir em indústras, bancos, ferrovias e etc; assim, houve o crescimento das cidades, principalemente daquelas localizadas no Sudeste, como São Paulo por exemplo. Além disso, o crescimento da lavoura cafeeira fez com que muitos empresários estrangeiros voltassem suas atenções para o Brasil.
A mão de obra escrava
De fato, a mão de obra escrava sempre foi de grande importância para o Brasil, especialmente na época da expansão cafeeira. Neste período, além da intensa exploração dos escravos, havia também o tráfico destes. A maioria dos escravos que aqui trabalhavam era de origem africana.
Porém, foi nesta época também que se iniciaram as lutas pela abolição da escravidão. Na Inglaterra, a abolição se deu em 1833. A partir daí, o país passou a se opor a todos aqueles que ainda praticavam a escravidão, como era o caso do Brasil.
Diante das pressões inglesas, o governo brasileiro apoiou a instituição de uma lei que proibia o tráfico negreiro no Brasil. Lei esta que não obteve sucesso em seus objetivos, pois os traficantes continuavam a trazer os escravos da África, muitas vezes com o apoio do próprio governo.
Assim sendo, a Inglaterra aprovou a lei ou ato "Bill Aberdeen", que autorizava a Marinha britânica a aprrender todo e qualquer navio portador de escravos, além de julgar os responsáveis em tribunais britânicos.
Deste jeito, o Brasil acabou por aprovar a lei "Eusébio de Queiroz", que proibiu de vez a entrada de escravos no Brasil. Assim, a lei saiu do papel. Uma década após a lei ter sido aprovada (1850-1860), a entrada de escravos no Brasil cessara por completo.
Porém, diante da proibição, os fazendeiros passaram a praticar o tráfico interprovincial, ou seja, a compra e transferência de escravos de outras províncias.
O capital abundante, antes investido na compra de escravos, passou a ser aplicado em indústrias, ferrovias, ou seja, no desenvolvimento das cidades.