Respiração e Sistema Respiratório
A glicose é uma substância que fornece energia ao organismo. Mas ela não é capaz de produzir energia sozinha. Precisa de oxigênio.
A combinação da glicose com o oxigênio, no interior da célula, produz duas novas substâncias: gás carbônico e água. Enquanto se realiza essas transformações, há produção de energia.
Para haver a produção de energia, portanto, as células devem receber glicose e oxigênio o tempo todo.
Glicose + Gás Oxigênio à Gás Carbônico + Água + Energia
A glicose é retirada do amido e dos açúcares. O pão, o macarrão e o açúcar são transformados em glicose no intestino. Depois, a glicose passa para o sangue, que a distribui por todo o organismo.
O oxigênio é retirado do ar. Para isso temos o aparelho respiratório, formado por diversos órgãos. Através do aparelho respiratório passa também o gás carbônico, produzido pela combinação da glicose com o oxigênio, nas células, que é eliminado para o exterior.
A respiração é a função peça qual nosso organismo absorve oxigênio e elimina gás carbônico.
Sistema Respiratório
Foto 1 – Órgãos do Sistema Respiratório
O sistema respiratório humano é formado pelos seguintes órgãos, em sequência: nariz, faringe, laringe, traquéia, brônquios e pulmões.
Na respiração ocorrem dois tipos de movimento: a inspiração e a expiração de ar. Na inspiração, o ar atmosférico penetra pelo nariz e chega aos pulmões; na expiração, o ar presente nos pulmões é eliminado para o ambiente externo.
Órgãos do Sistema Respiratório
1. Cavidades nasais
O ar entra em nosso corpo por duas cavidades existentes no nariz: as cavidades nasais direita e esquerda. Elas são separadas completamente por uma estrutura chamada septo nasal; comunicam-se com o exterior pelas aberturas chamadas narinas e com a faringe pelos cóanos.
As cavidades nasais são revestidas internamente pela mucosa nasal. Essa mucosa contém um conjunto de pelos junto às narinas e fabrica uma secreção viscosa chamada muco. Os pelos e o muco atuam como filtros capazes de reter microorganismos e partículas sólidas diversas que penetram no nariz com o ar.
Por isso, devemos inspirar pelo nariz e não pela boca: o ar inspirado pelo nariz chega aos pulmões mais limpo do que o ar inspirado pela boca.
Além de filtrado, o ar é também adequadamente aquecido e umidificado no nariz.
2. Faringe
A faringe também participa da respiração, sendo o órgão que comunica as cavidades nasais com a laringe.
3. Laringe
A laringe é um tubo cartilagíneo situado na parte anterior do pescoço. Está constituída por diversas cartilagens, dentre as quais destacamos a cartilagem tireóidea, que é saliente e forma o “gogó”, cujo nome correto é proeminência laríngea. Comunica-se com a faringe através de uma abertura chamada glote.
Junto à glote está a epiglote, uma cartilagem elástica que fecha completamente a entrada da laringe quando engolimos algum alimento. Assim, normalmente, partículas alimentares passam da faringe para o esôfago. Se passarem para a laringe, nós engasgamos. O engasgo provoca a tosse, que é um mecanismo protetor. Por meio da tosse, o alimento é expelido da laringe. Portanto, pela laringe só deve passar o ar.
Foto 2 – Epiglote
4. Traquéia
A traquéia é um órgão constituído por uma série de 15 a 20 anéis (arcos) incompletos de cartilagem, com a forma de um tubo. Mede aproximadamente 12 a 13 centímetros de comprimento. Bifurca-se na sua extremidade inferior, dando origem aos brônquios.
5. Brônquios
São bifurcações da traquéia. Há um brônquio principal direito e um esquerdo. Estes brônquios se subdividem várias vezes, formando a árvore bronquial no interior dos pulmões.
Foto 3 – Brônquios e a árvore bronquial (bronquíolos)
As ramificações mais finas da árvore bronquial são chamadas de bronquíolos. Os bronquíolos terminam em pequenos “sacos” agrupados na forma de cachos de uva: os alvéolos pulmonares.
6. Pulmões
Temos dois pulmões: o direito e o esquerdo.
Os pulmões são órgãos elásticos, que preenchem a maior parte da cavidade torácica. Estão protegidos por essa cavidade, que é uma estrutura formada por diversos músculos e ossos, e ficam apoiados no músculo chamado diafragma.
Entre os pulmões existe um espaço onde se aloja o coração. Revestindo-os, há uma membrana finíssima chamada pleura. Essa membrana, além de revestir os pulmões, reveste as paredes da cavidade torácica.
A pleura desempenha uma função importante ao propiciar uma superfície lisa e escorregadia às estruturas que reveste, facilitando a expansão e retração dos pulmões.
7. O trabalho dos alvéolos pulmonares
Os alvéolos são estruturas elásticas, formadas por uma membrana bem fina e envolvidas por uma rede de vasos capilares sanguíneos.
Existem milhares de alvéolos em cada pulmão. É em cada um deles que ocorre as trocas gasosas entre o pulmão e o sangue. Nos alvéolos ocorre uma difusão dos gases por diferença de concentração e, consequentemente, da pressão dos gases.
O sangue que chega aos alvéolos absorve o gás oxigênio inspirado da atmosfera. Ao mesmo tempo, o sangue elimina gás carbônico no interior dos alvéolos; esse gás é então expelido do corpo por meio da expiração.
8. Movimentos respiratórios
Na inspiração, o diafragma e os músculos intercostais se contraem. Ao se contrair, o diafragma desce e a cavidade torácica aumenta de volume verticalmente. Quando os músculos intercostais se contraem, eles elevam as costelas e o volume da cavidade torácica aumenta horizontalmente.
Com o aumento do volume do tórax, a pressão do ar no interior da cavidade torácica e dos pulmões diminui. Então, a pressão do ar atmosférico torna-se maior que a pressão do ar interno, e o ar atmosférico penetra no corpo indo até os alvéolos pulmonares: é a inspiração
Num segundo movimento, o diafragma e os músculos intercostais relaxam, diminuindo o volume da cavidade torácica. Então, a pressão do ar interno (no interior dos pulmões) aumenta, tornando-se maior que a pressão atmosférica. Assim, o ar sai do corpo para o ambiente externo: é a expiração.
Nos alvéolos pulmonares, o gás oxigênio, presente no ar inspirado, passa para o sangue e é, então, distribuído pelas hemácias a todas as células vivas do organismo.
Ao mesmo tempo, as células vivas liberam o gás carbônico no sangue. Nos pulmões, o gás carbônico passa do sangue para o interior dos alvéolos e é eliminado para o ambiente externo por meio da expiração.